
A Charlotte escandaliza-se, o Jansenista arrepende-se e o Réprobo escama-se. Eu, pelo contrário, fico-me: primeiro, porque não gosto de cadeias de blogues (salvo aquela honrosa excepção da comida), segundo, porque acho que quando escrevemos um livro só aí é que mudamos a nossa vida, quer estejamos perante uma obra literária ou não.
Tenho a confessar que, desde muito jovem, aprendi a seleccionar o que leio, tentando concentrar-me naquilo que gosto especialmente. Ora, isso tem-me custado caro, na medida em que abandono os livros que não me interessam.
É curioso entrarmos presentemente numa livraria moderna e encontrarmos pouca "literatura" de interesse. As editoras teimaram em concentrar os seus esforços financeiros em obras que pouco têm disso e tratam da auto-estima e assuntos quejandos. Quer isto significar que, não discutindo gostos evidentemente, esta pseudo discussão livreira insere-se numa corrente de contra-cultura. Assinale-se, ainda, que muitos dos blogues que mencionam este desgosto pelas obras clássicas escondem muitos desses "escritores" que pululam nos escaparates das livrarias modernas, ou melhor apelidando, das "lixarias modernas".
Pum!
Tenho a confessar que, desde muito jovem, aprendi a seleccionar o que leio, tentando concentrar-me naquilo que gosto especialmente. Ora, isso tem-me custado caro, na medida em que abandono os livros que não me interessam.
É curioso entrarmos presentemente numa livraria moderna e encontrarmos pouca "literatura" de interesse. As editoras teimaram em concentrar os seus esforços financeiros em obras que pouco têm disso e tratam da auto-estima e assuntos quejandos. Quer isto significar que, não discutindo gostos evidentemente, esta pseudo discussão livreira insere-se numa corrente de contra-cultura. Assinale-se, ainda, que muitos dos blogues que mencionam este desgosto pelas obras clássicas escondem muitos desses "escritores" que pululam nos escaparates das livrarias modernas, ou melhor apelidando, das "lixarias modernas".
Pum!
Caríssimo Exactor,
ResponderEliminarescamado, eu? Só se for por o Jansenista culpar Proust pela respectiva acedia literária, como deixei expresso no excelso blogue Dele.
Quis dar um conteúdo útil à tal ausência de mudança da vida que me pediam. E não achei melhor do que evidenciar as culpas do sujeito, que, antes de ler, já depõe esperanças no que só conhece de ouvir dizer. Seleccionei então aqueles livros em que a decalage entre a enformação da apetência e a desilusão se revelaram mais vincadas em mim.
Pim (para rimar).
Abraço