segunda-feira, 2 de abril de 2007

A propósito das cavalarias

Se estivesse num meio militar, correria o risco de ser apelidado como um "homem de cavalos". No entanto, não me reconheço como tal. De momento, deixei essa nobre arte porque transformei-a, a certa altura da minha vida, numa penosa obrigação. Aguardo, no momento, que passe a encarar a arte da cavalaria como uma actividade de puro lazer. Mas adiante, que o tema do post só tem a ver com a cavalaria, por mero acaso.

Ora, todos os meses tenho uma almoçarada com velhos amigos deste meio - são eles oficiais de cavalaria de elevada patente e com um historial invejável. Hoje o tema foi a guerra colonial. Não é um tema novo, claro, mas dá para perceber o saudosismo recorrente de todos os convivas. De facto, o Exército era a maior empresa do país nos anos sessenta. E tinham de tudo, desde a mercearia básica ao equipamento mais sofisticado.

A certa altura, entre o prato principal e a sobremesa, falam-me de um capitão que foi expulso do exército por praticar contrabando de produtos desviados dos armazéns militares. E melhor ainda, falam-me ainda da reintegração do mesmo capitão, anos mais tarde, no exército como major, e com direito a uma indemnização choruda, acrescida de uma pensão, que muitos militares desejariam. Dada a pessoa que se trata e sabendo perfeitamente que o dito continua a alimentar-se dos contribuintes impune, penso que o banditismo compensa no nosso país. E, por estas peças, penso que talvez não valha tanto a pena ser exactor...

1 comentário:

O Jagoz disse...

E para quem sao as esporas? Montadores ou montarias?..