quarta-feira, 4 de abril de 2007

Das leben der anderen

Inland Empire de Lynch

O 300 de Frank Miller? Só depois de visto...



Aproveitando o silêncio deste blogue, próprio da época pascal, aqui vão algumas sugestões de filmes a não perder. E denote-se na actualidade deste exactor...

Ainda os Tsares

Nesta estampa da família de Nicolau II, nenhum dos fotografados sonha que a revolução russa significará a sua morte inglória. Quando visitei São Petersburgo (o a cidade de Pedro), a minha passagem pelo palácio de Verão, fez-me perceber que a opulência de uns existia à custa de outros e que a história nunca perdoou esta diferença.

Mas o que trouxe o comunismo? Uma mera inversão de classes, sob a capa da igualdade absoluta, como alibi da pobreza generalizada.

Analisem-se, nesta imagem, as diferenças e as semelhanças. Pelo menos uma diferença detectamos: a inversão de classes. Quanto ao resto...


Viagem no tempo à biblioteca do Tsar Alexandre


Quarta-feira?

terça-feira, 3 de abril de 2007

Bilal: o fim de mais uma saga...


Estou em pulgas para ler o último volume da saga de Enki Bilal. Superará a "Feira dos Imortais"? Os comentários são entusiásticos. Senão vejamos aqui:

"Comme pour la saga du « Seigneur des anneaux » il arrive un moment où il faut tourner la dernière page, dire adieu à des personnages avec qui on vit depuis plusieurs années (1998 pour « Le sommeil du monstre » ) , quitter un univers étrange, ésotérique parfois, actualisé en permanence. Mais puisque tout à une fin autant profiter de celle-ci. Bilal a su tirer sa révérence et mettre un terme à un récit complexe qui ne devait comporter initialement que trois opus: c’est dire s’il est difficile de se quitter (l‘auteur précise que les deux derniers albums ont été écrits dans la continuité).
Pour ce qui concerne l’histoire elle-même un retour sur image s’impose vu les longs mois qui ont séparé les différents tomes. Le point de départ consiste en trois bébés nés à quelques jours d’intervalles et abrités dans le même lit de l’hôpital saccagé de Sarajevo: Nike, Amir et Leyla. Rajoutons Sacha compagne d’Amir, mais à vous de découvrir en fin d’ouvrage la signification du point d’interrogation dans le titre."


Para quem quer conhecer os primeiros três da denominada "Tétralogie du Monstre", aqui vão as referências:







Olissipografia 12: a conquista de Lisboa aos mouros em 1147

As primeiras notícias que temos da Lisboa portuguesa não deixam de ser curiosas. A Lisboa muçulmana mantinha um Bispo católico, que, durante a ocupação, foi morto pelos francos (facto curioso, mas de confirmação duvidosa).

Indubitável é a nota do célebre epístola do cruzado inglês ao tempo, na qual se narra a restauração (e não instalação) da diocese de Lisboa, com um Bispo português (o primeiro) à sua frente:

"Tomada, pois, a cidade, após dezassete semanas de cerco, os habitantes de Sintra fizeram oferta da guarnição do seu castelo e entregaram-se ao rei. Por sua vez, o castelo de Palmela foi abandonado pela sua guarnição e foi tomado pelo rei já sem ninguém. Rendidas, pois, todas as fortalezas que nas redondezas estavam ligadas à cidade, foi celebrado o nome dos francos por todas as terras de Espanha e abateu-se o terror sobre os mouros aos quais ia chegando a notícia destes acontecimentos.

Seguidamente, foi eleito para a sede episcopal um dos nossos, Gilberto de Hastings, tendo dado o seu assentimento para a eleição o rei, o arcebispo, os bispos, o clero e todos os leigos. No dia em que se celebrava a Festa de Todos os Santos, em louvor e honra do nome de Cristo e da Sua Santíssima Mãe, foi feita a purificação do templo pelo arcebispo e por mais quatro bispos sufragâneos 24 e restaurada a diocese como sede do episcopado, com os seguintes castelos e terras: para além do Tejo, o castelo de Alcácer, o castelo de Palmela, a zona de Almada; aquém do Tejo, o castelo de Sintra, o castelo de Santarém, o castelo de Leiria. Os limites vão do castelo de Alcácer até ao castelo de Leiria e do mar, a ocidente, até à cidade de Évora."

segunda-feira, 2 de abril de 2007

A imperatriz da blogoesfera está quatro vezes de parabéns!


Com os respeitosos cumprimentos deste admirador, sempre atento, para a caríssima Charlotte.

A propósito das cavalarias

Se estivesse num meio militar, correria o risco de ser apelidado como um "homem de cavalos". No entanto, não me reconheço como tal. De momento, deixei essa nobre arte porque transformei-a, a certa altura da minha vida, numa penosa obrigação. Aguardo, no momento, que passe a encarar a arte da cavalaria como uma actividade de puro lazer. Mas adiante, que o tema do post só tem a ver com a cavalaria, por mero acaso.

Ora, todos os meses tenho uma almoçarada com velhos amigos deste meio - são eles oficiais de cavalaria de elevada patente e com um historial invejável. Hoje o tema foi a guerra colonial. Não é um tema novo, claro, mas dá para perceber o saudosismo recorrente de todos os convivas. De facto, o Exército era a maior empresa do país nos anos sessenta. E tinham de tudo, desde a mercearia básica ao equipamento mais sofisticado.

A certa altura, entre o prato principal e a sobremesa, falam-me de um capitão que foi expulso do exército por praticar contrabando de produtos desviados dos armazéns militares. E melhor ainda, falam-me ainda da reintegração do mesmo capitão, anos mais tarde, no exército como major, e com direito a uma indemnização choruda, acrescida de uma pensão, que muitos militares desejariam. Dada a pessoa que se trata e sabendo perfeitamente que o dito continua a alimentar-se dos contribuintes impune, penso que o banditismo compensa no nosso país. E, por estas peças, penso que talvez não valha tanto a pena ser exactor...

domingo, 1 de abril de 2007

Apolo na Lua: um hoax?



Não é uma teoria recente, pelo contrário. Já os meus bisavós algarvios diziam, à boca fechada, que a missão à lua e as imagens difundidas foram um embuste norte-americano. Não penso e nunca pensei como eles, mas a sabedoria popular tem destas coisas. Um assunto a pensar...

Impressionado...

...pelo facto de Freud, ao longo das suas deambulações, ter conseguido adivinhar que teria uma doença na boca. Terá sido um recalcamento pré-edipiano que permitiu vislumbrar tal fatalidade?

Será que conseguiremos vislumbrar, qual adivinhos, o nosso futuro com aquela clarividência freudiana, pela percepção do nosso passado?

Cada vez mais compreendo o que se diz sobre o tempo (até Proust confirma!) : é uma ficção humana, sem a qual não conseguiríamos ordenar a nossa mente, que tornar-se-ia caótica... como a mente de um esquizofrénico!

A propósito da data, aqui vai a mentira do dia...

Escreve, algures, um dos compinchas do compromisso portugal que a raíz de todos os males da administração pública é a falta de planeamento. Desculpe? Isso cheira-me a conversa de funcionário público que sacode o capote sempre que o controlador fala em responder pelas contas. Que é isso? Eu prometi que fazia, planeei, gastei e pronto... Que é isso de responsabilidade financeira? Concussionário, nã...
Estou a ver que este senhor quer passar para o lado da política e ainda não conseguiu... talvez falte pouco para o carreirismo almejado! Antes que isso aconteça, se calhar é melhor pensar o que faz no mercado à custa de um cartel de facto...

Olissipografia 11


Estação de Santa Apolónia (antes do incêndio) nos finais do século XIX? E ainda dizem que Lisboa avançou moderadamente sobre o rio...

Mário Cesariny


Dorme, dorme meu menino,

Dorme no mar dos sargaços,
Que mais vale o mar a pino
Que a serpente nos meus braços.

Picasso e Rembrandt: descubra as diferenças


"Eu pinto apenas o que sei", e não o que vejo, teria dito Picasso sobre o seu ídolo Rembrandt. Tudo aqui.

Os filhos de D. João I


Clicar na imagem para ver melhor.